segunda-feira, 10 de junho de 2013

A minha estupidez é fazer mal pra mim mesma.

Você se empenhou, manteve a força de vontade e emagreceu 28 kg. Final feliz? Não.

Aos poucos você deixa as angústias da vida fazerem seu cardápio e vai engordando tu-do de novo. Não tudo. Metadinha. E como metadinha já é muito, é hora de engolir o orgulho, recusar a sobremesa e começar tudo de novo. Tudo não, porque agora você está começando no meio do caminho.

Não sei se é melhor eu assumir esse tom otimista ou se eu deveria realmente entrar em pânico. Mas a verdade é que já estou em pânico, só quero ser otimista pra dieta, da qual eu nunca vou poder fugir, não virar uma grande tortura.

O pior é que eu sei o que tenho que fazer. O pior é que eu sei que depois de duas semanas eu já vou ter algum resultado animador e já ficarei animada de verdade. O pior é que duas semanas é quase nada, mas pra quem desconta os sentimentos no prato, esse quase nada de tempo é uma eternidade.

E aí que sempre tem alguém pra falar que você é fraca. E sempre tem alguém pra te desestimular. E sempre tem alguém pra te chamar de fútil. E alguém pra fazer pouco caso do seu otimismo.

Eu queria ser a pessoa maravilhosa que não liga de verdade para os comentários maldosos, propositais ou não. Mas eu ligo. Eu sofro. Eu me atraco com uma barra de Milka e não paro até minha cabeça começar a doer de tanto açúcar. E eu nem sinto o gosto, porque a verdade é que o gosto a gente só sente na primeira mordida. Ok, talvez ainda se sinta um pouco na segunda.Mas no quarto ou quinto quadradinho, ele já se foi.

Então é isso, mais uma promessa que pretendo cumprir. Estatisticamente as chances são baixas, mas eu nunca gostei de estatística mesmo.


sexta-feira, 24 de maio de 2013

No meu tempo

No meu tempo a gente conhecia o mundo através do computador e também ao vivo, porque viajar de avião já não era tão inacessível. No meu tempo a gente ficava sabendo das melhores novidades na hora em que elas aconteciam. E tinha como sair correndo para acudir alguém assim que o problema aparecia. No meu tempo a gente conseguia se comunicar com o mundo todo mesmo sem saber falar outras línguas.

Eu já tive minha fase nostálgica de querer ter vivido na Idade Média (Princesa) ou nos anos 1950 (Rockabilly). Já tive a fase de sentir saudades da adolescência, como se a vida nunca mais pudesse ser tão divertida quanto naquela época. Mas depois de alguns anos, filmes, reflexões e conversas aleatórias, conclui que o melhor tempo é o agora. Porque agora eu posso lembrar do que já foi e sonhar com o que ainda vem.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Cadê o foco que estava aqui?

Se foco fosse fácil, todo fotógrafo de Instagram seria genial. Mas veja bem, o programa dá um efeito superficial e deixa a foto palatável (nem sempre, mas no geral), mas não faz de ninguém um fotógrafo memorável. Algum talento é preciso ter.

Eu falo isso porque sempre estou a procura do foco perdido. Na dieta, nas compras, no projetos que nunca vão pra frente e no Facebook. Porque eu teimo em participar. Porque eu deveria me importar menos com o que vem de fora. Cadê o foco quando você mais precisa?

Vou te contar que eu tendo a viver o conflito da busca por aceitação contra sinceridade. Vou te falar que ser eu mesma e dar minha opinião não é fácil, assim como não é fácil ver uma pessoa querida fazer besteira. Isso resulta em grandes elaborações de explicação, de justificativa dos meus motivos, o que não é saudável.

Do que eu tava falando mesmo?

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Toda segunda-feira.

É dia de começar de novo. De achar que vamos mudar o mundo, a história, o número na balança.

Tem gente que não gosta, que acha o dia chato, cruel, mesquinho e intragável. Sério? Acho isso infantil.

Segunda-feira pra mim é como um mini Ano Novo. Quando você renova as energias para fazer as coisas acontecerem. Quando você tem a expectativa de que tudo será diferente. Respira fundo e acredita. E o melhor é que se não der certo, não precisa esperar longos meses até a próxima virada. Em menos de uma semana você já tem outra segunda-feira para recomeçar.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tirando o pó.

Houve um tempo maroto em que escrever um blog era meio que como escrever um diário e nesse tempo eu escrevia bastante. Depois os blogs foram ficando temáticos, ganhando função comercial e chamando muita gente para o glamour. Meu blog apareceu na home da Globo.com e eu poderia ter explorado e tentado virar blogueira profissional, mas não aconteceu. Eu continuava escrevendo bastante, mas não tinha preocupação com leitores e aos poucos eles foram embora. Depois eu fui embora. Só que agora me deu vontade de escrever sobre algumas coisas e entre começar tudo de novo e escrever por aqui mesmo, fiquei com a segunda opção.
Sinto que estou voltando ao início, escrevendo um quase diário sobre coisas aleatórias que eu quero guardar na memória para transformar em algo, um dia. Agora, sem leitores, posso voltar com meu mimimi, sem me preocupar se alguém vai falar que sou chata. Posso escrever de moda sem me preocupar em parecer fútil, ou de análise política sem me preocupar em parecer cabeçuda. Porque a resposta é sim para todas acusações e sinceramente, qual é o problema disso?

Então, vamos deixar o sol entrar e arejar minhas ideias que estão há algum tempo muito abafadinhas na cabeça. A internet tem espaço pra tudo. Até para isso.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O que tem pra hoje?

Um dia após o outro, uma história para começar.
Déjà vús que se repetem e alguma coisa para mudar.
Benvindo à confusão mental.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A vida acontece agora

Sim, você já sabe disso. Eu mesma já sabia disso há tempos, mas por algum motivo que não vem ao caso agora, sempre me pego presa ao que já passou ou ao que está por vir. E eu vou dizer porque isso acontece comigo: falta de foco.

Viver o presente é estar focada no presente. É diminuir o saudosismo infantil, a culpa pelo que já deu errado e também a ansiedade pelo que ainda não aconteceu. Mas foco não vende na farmácia e se perde com certa facilidade.