sábado, 5 de setembro de 2015

Sair para dançar

Depois de tanto tempo, hoje vamos sair. Dançar, beber talvez. Com certeza.

O que vestir? O que as pessoas vestem hoje em dia? Sabe que esse tipo de dúvida faz eu sentir a idade, o passar do tempo e alguma coisa do tipo. Ou não.



É mais aquela coisa meio feminina de ai, não tenho nada para usar.

Agora penso se é melhor tomar meu remédio de crise de pânico antes de sair de casa, como prevenção, ou se levo para qualquer caso. Ou se desencano, já que faz muito tempo que não tenho nada.

Vamos pensar na roupa olhando pras opções. Fazer uma maquiagem. Arrumar o cabelo, só um pouco, não gosto muito arrumado.  E tomar o remédio, é pra isso que ele é feito. E ser feliz.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Ordem na bagunça

Quem vem aqui deve achar que eu sou desorganizada, uma péssima dona de casa. Mas descobri recentemente que tenho verdadeira obsessão por arrumação. Separar, classificar e ajeitar para que fique perfeito.



Mas o meu padrão estético é um pouco exigente e eu me canso com certa facilidade. It's boring. Algumas coisas simplesmente ainda não querem ir para seus lugares. É um processo que leva tempo. Depois de feito, seu resultado pode durar por meses ou por horas. Isso é imprevisível.

Sempre há coisas saindo e coisas chegando. E sempre há pessoas tirando coisas do lugar. Aqui em casa também há gatos tirando coisas do lugar. Acho que também há coisas que tiram coisas do lugar. Tudo muito subjetivo. De certo, apenas que, enquanto arrumo as coisas, as coisas também me arrumam.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O novo

Eu sou o novo. É da minha personalidade brilhar e o brilho tem dessas qualidades de ofuscar. Mas você vai se acostumar.
Talvez você não goste de mim. Nem todo mundo vai gostar e tudo bem. Ninguém tem a obrigação.
Eu pensei na possibilidade de me adequar ao que já existe. Mas a verdade é que não posso, isso me mataria. Eu também pensei em pedir desculpas por não conseguir me adequar, mas não estaria sendo verdadeiro e se é pra ser falso, acho que não vale a pena.
Eu estou me apresentando porque sou educado. Eu não tinha a menor obrigação, mas acredito em educação num mundo em que as pessoas usam palavras só para causar efeitos efêmeros.
Eu sei, agora o novo é arrogante e convencido. Não me preocupo, esta impressão vai passar. Já passou outras vezes. O novo não é tão novo assim, porque o novo na verdade é aquele que tem a capacidade de se renovar.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Assunto espinhoso

Eu fui uma adolescente típica no que diz respeito à pele. Tive todas as espinhas a que tive direito. Foi um tormento. Tinha uma zona T oleosa e fértil. Meu caso não era patológico, mas chegava a incomodar. Não tinha ninguém pra me ensinar a lidar com elas. Minha mãe nunca tinha tido problemas de pele.



Quando comecei a ir do ginecologista ele disse que eu tinha ovários policísticos, eu comecei a tomar anticoncepcionais e as espinhas foram diminuindo. Não deixaram marcas.

Até que 15 anos depois, cá estou eu fazendo tratamento para enxaqueca e paro de tomar anticoncepcional. A enxaqueca melhora. As espinhas voltam. Não na zona T, mas na mandíbula. Agora elas demoram muito tempo para sumirem. O bom é que agora eu sei usar maquiagem, fazer compressa pra diminuir o inchaço e procurar na internet o que fazer pra melhorar.

Na pele

Tenho usado o sistema de 3 passos da Clinique e vou dizer, logo que comecei a usar achei um espetáculo. Agora, já não acho tudo isso. Não sei o porquê. Parece que não faz mais tanta diferença ou talvez meu grau de exigência tenha aumentado.

Acho que os cravos diminuíram, mas a aparência de pele grossa ou poros enormes continua. Aí eu precisaria comprar outro creme. Mas também tem as linhas finas embaixo dos olhos. Outro creme. E a região do colo e pescoço. Outro creme. E a marca de expressão entre as sobrancelhas. Outro post.


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Reinventa essa garota

De tantas voltas que a vida dá, chega num ponto que a gente acha que não saiu do lugar. E agora?
É uma demissão, uma insatisfação com as amizades, com o próprio corpo, perceber que de repente saiu do rumo ou que o caminho escolhido não é tão legal assim.



É ruim, porque ninguém gosta de passar por estes momentos. Mas é bom pois precisamos nos renovar. Vamos acumulando vícios, costumes errados e outras coisinhas que não precisamos e não conseguimos descartar sem uma ajuda do destino(?) - podemos chamar assim.

Hoje tento me entender com algumas espinhas estranhas na mandíbula, 20 quilos que já emagreci e engordei de novo, o desafio do trabalho em comunicação no ano de 2015 e um mês inteiro tentando encarar isso de frente. Dia após dia.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Pensar

Eu resisto à toda e qualquer obstáculo à minha felicidade. Mantenho a disposição para atrair prosperidade em tudo o que faço. Hoje reconheço a nobreza de ser quem sou.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Nós que aqui estamos

Mais um ano, internet, mais um ano. Tanta coisa acontecendo e os anos passando um após o outro incessantemente - ainda bem. Há quanto tempo convivemos? 15, 16 anos?

Eu sei que venho aqui, reclamo e desabafo. Falo do que deu errado, do que está melhor, do que precisa ser feito, do que esqueci de fazer. E às vezes você até responde. Quer dizer. Algum de seus algorítimos malucos, ou algum outro usuário perdido da rede cai por aqui e acontece alguma interação que eu interpreto como resposta.
Somos relativamente novos, mas já não somos novidade. Devemos nos tratar como ultrapassados e nos deixar azedar como todos que já desistiram da alegria de estar vivos e felizes? Já somos uma canção de péssimo gosto, uma luz perdendo a força no canto da festa que não nos pertence mais?
Me recuso. E acho que você, internet, também deveria. Porque você é ótima. Já o que fazem com você, é outra coisa.