Acredito que é bom ter algumas dúvidas, porque quem tem só certezas normalmente tá muito errado. Mas é aquela coisa, ter algumas dúvidas. Um pouco. Na medida para não sair fazendo besteira por aí.
Porque quando você é toda dúvidas, a coisa não anda. Não deslancha. Você fica paralizada pelas dúvidas. As dúvidas viram medo e te bloqueiam.
E também existem dúvidas que não são suas. São emprestadas. São embutidas. Incrustadas como pedras. Essas pesam mais. E neste caso você tem que decidir: quero carregar essa dúvida comigo? Essa dúvida que nem é minha, quero levar ela comigo?
A quem interessa que você sinta esta dúvida? A quem interessa que você fique lenta? Ou que sinta este peso?
Toda vez que me perguntam o que é ou o que eu tenho, respondo que não é nada. Pode ser porque não seja nada mesmo.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2015
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Da velocidade da informação
Um dos motivos de eu ter praticamente parado de escrever no blog é a velocidade que a informação chega. Pelo Twitter vejo a mesma notícia fashion dada por tantas pessoas diferentes e tratadas como verdadeiros furos de reportagem que tenho a impressão que não há o que escrever. Não que falte opinião sobre o vestido da Duquesa de Cambrigde ou que eu não tenha meus preferidos entre os modelos escolhidos pelas atrizes e modelos para o Baile do MET. Mas alguém ainda quer falar sobre o assunto depois de ter lido a mesma coisa em mais de 5 blogs e 3 portais diferentes? O que isso acrescenta?
A informação voa a jato e eu ando com uma bola de ferro no meu calcanhar que é a falta de tempo. Quanto tempo faz que não abro o Photoshop para arrumar imagens ou fazer montagens? Quanto tempo faz que não testo uma nova maquiagem em vez de ir direto no que é seguro? Is this real life?
Quantas cores de esmalte ainda serão febre? Qual é o tom do batom pink da moda? Qual é o novo nome do bege pra temporada? A coisa muda tão rápido que só se criam factoides. Quando penso em aderir a algum modismo, já perdi o bonde da história e ele já ficou ultrapassado.
Agora respira.
Porque se tanta coisa é moda, se tantas influências fazem parte do pacote, a moda está estacionada. Se pensarmos com calma, desde o fim da Belle Epòque a moda é muito parecida com tudo isso que revemos e repetimos. Então alguma mudança grande pode estar pra acontecer nos próximos 20, 30 anos. Será? Seria um mundo espetacular e maravilhoso, surpreendente e mágico. Ou o MadMax finalmente chegaria e o caos tomaria conta do mundo. Fashion inclusive.
Acho cada vez mais difícil apontar tendências porque elas acontecem em escalas diferentes. Como linhas paralelas em velocidades diferentes, correndo simultaneamente. Faz alguns anos que o Azul fortão (BIC, Klein, whatever) é tendência. E hoje ainda é. Anos escutando que estampa de oncinha é tendência. Depois que é clássico. Depois ver que massificou geral e que tem gente reclamando de cansaço. Então a coisa não acontece por temporadas de 6 meses na vida real. O ciclo é longo, apesar da artificialidade das temporadas de moda e das tendências nas revistas.
Pra quem ficou muito tempo sem escrever por aqui, estrapolei. Alguém ainda lê isso aqui?
A informação voa a jato e eu ando com uma bola de ferro no meu calcanhar que é a falta de tempo. Quanto tempo faz que não abro o Photoshop para arrumar imagens ou fazer montagens? Quanto tempo faz que não testo uma nova maquiagem em vez de ir direto no que é seguro? Is this real life?
Quantas cores de esmalte ainda serão febre? Qual é o tom do batom pink da moda? Qual é o novo nome do bege pra temporada? A coisa muda tão rápido que só se criam factoides. Quando penso em aderir a algum modismo, já perdi o bonde da história e ele já ficou ultrapassado.
Agora respira.
Porque se tanta coisa é moda, se tantas influências fazem parte do pacote, a moda está estacionada. Se pensarmos com calma, desde o fim da Belle Epòque a moda é muito parecida com tudo isso que revemos e repetimos. Então alguma mudança grande pode estar pra acontecer nos próximos 20, 30 anos. Será? Seria um mundo espetacular e maravilhoso, surpreendente e mágico. Ou o MadMax finalmente chegaria e o caos tomaria conta do mundo. Fashion inclusive.
Acho cada vez mais difícil apontar tendências porque elas acontecem em escalas diferentes. Como linhas paralelas em velocidades diferentes, correndo simultaneamente. Faz alguns anos que o Azul fortão (BIC, Klein, whatever) é tendência. E hoje ainda é. Anos escutando que estampa de oncinha é tendência. Depois que é clássico. Depois ver que massificou geral e que tem gente reclamando de cansaço. Então a coisa não acontece por temporadas de 6 meses na vida real. O ciclo é longo, apesar da artificialidade das temporadas de moda e das tendências nas revistas.
Pra quem ficou muito tempo sem escrever por aqui, estrapolei. Alguém ainda lê isso aqui?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Para mudar um pouco.
Estou pensando em ficar ruiva.
Sim, estou com medo, porque meu cabelo sempre foi castanho escuríssimo e pra ficar ruiva vai ter que rolar uma descoloração. Será que vai ser naqueles processo de mechas pra eu ir me acostumando? Será que eu vou gostar? Preciso falar com um colorista primeiro.
Pensei em começar com uma mudancinha mais suave, como na foto. Óbvio que nem tenho um cabelão assim, nem sou a Isabeli, mas a ideia é essa. E é claro, meu marido vai achar que o cabeleireiro me enganou e não mudou nada. Mas acho que é uma forma de eu ir me acostumando aos poucos à nova cor.
Concordo que isso sim é ruivo, mas acho difícil mudar tão radicalmente assim. E eu ainda tenho que descobrir o que fazer com a sobrancelha pra não ficar fake demais. Quanta dúvida. Por isso que eu penso, penso em mudar e acabo mantendo a mesma cor sempre. Engraçado que pra cortar eu não tenho drama.
De qualquer forma, se eu não gostar é só pintar de castanho de novo. E cortar bem curto porque o cabelo vai ficar podre.
Sim, estou com medo, porque meu cabelo sempre foi castanho escuríssimo e pra ficar ruiva vai ter que rolar uma descoloração. Será que vai ser naqueles processo de mechas pra eu ir me acostumando? Será que eu vou gostar? Preciso falar com um colorista primeiro.
Pensei em começar com uma mudancinha mais suave, como na foto. Óbvio que nem tenho um cabelão assim, nem sou a Isabeli, mas a ideia é essa. E é claro, meu marido vai achar que o cabeleireiro me enganou e não mudou nada. Mas acho que é uma forma de eu ir me acostumando aos poucos à nova cor.
Concordo que isso sim é ruivo, mas acho difícil mudar tão radicalmente assim. E eu ainda tenho que descobrir o que fazer com a sobrancelha pra não ficar fake demais. Quanta dúvida. Por isso que eu penso, penso em mudar e acabo mantendo a mesma cor sempre. Engraçado que pra cortar eu não tenho drama.
De qualquer forma, se eu não gostar é só pintar de castanho de novo. E cortar bem curto porque o cabelo vai ficar podre.
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